Confronto entre neonazistas e antifascistas deixa feridos dos Estados Unidos

Conflito teve início por manifestação de supremacistas brancos contra negros, homossexuais, imigrantes de judeus na última sexta-feira (11).

Um confronto entre supremacistas brancos e antifascistas deixou ao menos dois feridos em Charlottesville, nos Estados Unidos, de acordo com a CNN. A situação ocorrida neste sábado (12) foi desencadeada após um protesto organizado pela extrema-direita do país, que se posiciona contra negros, gays, imigrantes e judeus, na última sexta-feira (11).

O conflito nos Estados Unidos levou a prefeitura da cidade a declarar estado de emergência e citar o ato como uma “iminente guerra civil” em Publicação no Twitter. De acordo com informações divulgadas pelo polícia do Estado de Virgínia, foi realizada a detenção de alguns manifestantes.

A extrema-direita dos país organizou a manifestação em Charlottesville após a cidade ter anunciado a pretensão de remover de um parque municipal a estátua de Robert E. Lee, um gerenal confederado, segundo informações da BBC.

Mais de mil agentes já haviam sido mobilizados por precaução, de acordo com a agência Efe. Além disso, o governador Terry McAuliffe havia solicitado aos cidadãos que permanecessem afastados da manifestação.

Durante os protesto de sexta-feira, centenas de manifestantes puderam ser vistos carregando tochas e fazendo saudações nazistas enquanto palavras de ordem. Homens e mulheres diziam, por exemplo, “vocês não vão nos substituir”, fazendo referência aos imigrantes e “morte aos antifas”, q ue são justamente os antifascistas, grupos de oposição aos neonazistas.

Alguns estudantes negros da Universidade de Virgnia, junto com joves antifascistas, fizeram uma “parede-humana” para tentar evitar que os manifestantes chegassem à estátua do terceiro presidente norte-americano, Thomas Jefferson, que era o ponto final da marcha.

Os participantes definiram o protesto como forma de aquecimento para um evento maior, nomeado como “Unir a Direita”, que, inicialmente, tinha previsão de acontecer neste sábado em Charlottesville. Eram esperadas mais de mil manifestantes, além de líderes norte-americanos de grupos de extrema-direita.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não se manifestou sobre o acontecido. A primeira dama, no entanto, fez uma publicação no Twitter para criticar o conflito. “Nosso país incentiva a liberdade de expressão, mas vamos nos comunicar sem ódio em nossos corações. Nada de bom vem da violência”, disse Melania Trump.

 

Imagem ilustrativa: Reprodução / Internet

Fonte: iG

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Gilson Alves

Gilson Alves

Radialista DRT: 1.743 - PB e Jornalista DRT: 3.183 - PB. Diretor Geral do Jornal A Página.

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