Jair Bolsonaro: de mito virtual a capitão da mudança

Ele é nacionalista, ultraconservador e polêmico, muito polêmico. Suas declarações irritam a esquerda e desagradam os moderados de direita, mas é assim que Jair Bolsonaro (PSC) vem trilhando seu caminho político e conquistando um crescente número de admiradores.

Militar da reserva, o deputado federal efetivou sua filiação ao Partido Social Cristão em março deste ano e já chegou como pré-candidato às eleições presidenciais de 2018. As redes sociais são o motor desta impulsão política.

Idolatrado por muitos como ‘Bolsomito’, por sua coragem no embate (sem meias-palavras) com os adversários, Bolsonaro é um dos poucos políticos brasileiros que na atual conjuntura é levado nos braços pelo povo em suas aparições públicas, ovacionado por admiradores com aclamações entusiasmadas em seus discursos e tem-se tornado uma espécie de messias por parte de quem já não suporta mais ver o país na lama, aquele que trará a salvação para o país.

Ignorado pelos institutos de pesquisa até bem pouco tempo, seu crescimento meteórico e fulminante – especialmente entre os jovens – indica que a maré conservadora que se eleva sobre o Brasil não é uma marolinha, fenômeno parecido com o que ora ocorre nos Estados Unidos com Donald Trump, que chegou à disputa pela presidência como o ‘conservador engraçado’ e hoje está na real condição de vir a ser o próximo presidente democraticamente eleito.

Mas, comparar Bolsonaro a Trump é injusto. Primeiro, porque Bolsonaro é político de fato e segundo porque ele não é engraçado, pelo contrário, é sua firmeza na defesa de opiniões conservadoras que tem movido uma enorme massa de seguidores nas redes sociais e este público virtual não pode ser ignorado. Hoje, ele tem 2,4 milhões de pessoas o acompanhando no Facebook contra as apenas 300.000 do Lula. Segundo levantamento do Labic (Laboratório de Estudos  sobre Imagem e Cibercultura), Bolsonaro mobiliza 58 grupos e 99 páginas associadas ao seu nome, enquanto o ex-presidente Lula tem apenas 9.

A dois anos de encarar o pleito, o deputado tem entre 6% e 7% das intenções de voto, segundo pesquisa do Instituto Datafolha, de fevereiro. Para Glauco Peres da Silva, professor de ciência politica da USP, o levante de Bolsonaro é um fenômeno natural diante dos ataques que a esquerda sofre, e entenda-se por ‘ataques’ o fato de a cúpula do PT estar presa, Dilma em processo de impeachment e Lula sob suspeição de enriquecimento ilícito e formação de quadrilha; sim, não esqueçamos que o ‘ataque’ também engloba a senadora Gleise Hoffmann e seu marido, citados na Lava Jato por recebimento de propina e por aí vai.

Bolsonaro é mais que fenômeno ou mito. Ele é o capitão da extrema-direita, que está do lado oposto depois de 13 anos de PT saqueando a nação. Não que a extrema-direita esteja isenta de cometer os mesmos erros, mas atualmente é a luz no fim do túnel, a estrada sobre os cadáveres petistas. Não foi Bolsonaro quem atacou a esquerda, ela mesma se autodestruiu e deixou o caminho livre para ele passar.

Aqui não discutiremos se Jair Bolsonaro é a melhor ou a pior saída para o Brasil. Aqui, observamos que há um homem apoiado por setores da sociedade que até então guardaram sua insatisfação na garganta por medo da patrulha ideológica esquerdista, mas que agora gritam em praça pública: mito!

E só para lembrar, este mito foi o deputado do Rio de Janeiro com maior número de votos nas últimas eleições.


Com informações de Extra, Globalizado e El País

Crédito imagem destacada: Reprodução / Youtube-KSvideos

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Vlamir Duarte

Vlamir Duarte

Graduando em Rádio & TV, natural de Bananeiras, apaixonado por artes, fotografia e formas de instigar o pensamento. No Portal Livre iniciei minha experiência profissional como redator, tendo depois exercido o cargo de chefe de reportagem e colunista. Escrever sempre foi meu hobby, contestar a melhor maneira de aprender a lutar por uma imprensa livre e isenta.

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