PM usa bombas em protesto contra o impeachment na Avenida Paulista

Manifestantes bloquearam avenida e botaram fogo em papéis e lixo. Tropa de Choque foi acionada para dispersar a manifestação.

Policiais militares usaram bombas de gás lacrimogêneo contra manifestantes contrários ao impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff (PT) que protestavam na Avenida Paulista, em São Paulo, nesta segunda-feira (29). A confusão ocorreu na altura do Masp.

O grupo, que caminhava em direção ao Paraíso nas duas pistas da Paulista, chegou até o Masp às 18h50. Lá, a PM fazia um bloqueio. Segundo o major Teles, o bloqueio ocorreu porque os manifestantes não divulgaram o itinerário do ato. Após as bombas serem jogadas, os manifestantes espalharam lixo pela via e atearam fogo.

A Tropa de Choque foi acionada para acabar com a manifestação. Por volta de 20h, caminhões da PM entraram na avenida para jogar água na barricada feita pelos manifestantes. Bombas também foram jogadas.

Em seguida, a polícia passou a descer a Rua da Consolação atrás dos manifestantes. Na altura da Praça Roosevelt, mais bombas foram lançadas pelos policiais. Os últimos participantes do ato se dispersaram às 20h30.

O ato foi convocado pelo Povo Sem Medo e pela Frente Brasil Popular e começou pacífico às 18h20. A assessora de imprensa da CUT Nacional disse que aproximadamente 20 mil pessoas participam do ato na Avenida Paulista. A PM não divulgou números.

O protesto, que também é contra ao governo do presidente em exercício Michel Temer (PMDB), foi marcado para o dia em que Dilma é interrogada no Senado.

A presidente afastada voltou a defender um plebiscito para consultar a população sobre a antecipação das eleições presidenciais.

Essa proposta já havia sido apresentada pela presidente afastada há cerca de duas semanas, quando ela divulgou uma carta na qual disse apoiar a consulta à população, caso retome o mandato após o processo de impeachment.

“Eu defendo que hoje um pacto não será possível por cima, mas terá de ser um pacto tecido pela população brasileira. Que ela seja chamada a se posicionar no que se refere a eleições e à reforma política, porque considero absolutamente difícil para todos os presidente, não só para mim, mas para todos que virão no futuro, a governabilidade quando este país possui 35 partidos”, disse Dilma.

 

Foto destacada: Reprodução / Intermet

Com informações de G1

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Gilson Alves

Gilson Alves

Radialista DRT: 1.743 - PB e Jornalista DRT: 3.183 - PB. Diretor Geral do Jornal A Página.

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