Possível cumprimento de profecia deixa Estado Islâmico feliz

A entrada definitiva e oficial da Turquia no combate ao Estado Islâmico (EI) no norte da Síria é o cumprimento de uma profecia feita há 1.500 anos atrás. Ao menos é isto o que revela o jornalista Iván Yakovina em sua coluna no portal de notícias Nóvoye Vremia.

Conhecedor desta profecia, o EI estaria tão felize que não oferece resistência ao exército turco, abandonando suas posições na batalha sem nenhuma resistência. Mas, afinal, que profecia é esta ?

Antes de tudo, temos que explicar um fato: Ao ‘libertarem’ zonas dominadas pelos jihadistas do EI, as tropas turcas se deparam com as Unidades de Proteção Popular Curdas (YPG), que também lutam contra os radicais. Ocorre que a Turquia e os Curdos não se dão nada bem: há uma desconfiança mútua e objetivos diretamente opostos entre curdos e turcos. 

Os curdos, que sonham em criar seu próprio Estado, querem chegar até a cidade de Afrin, um enclave curdo no oeste da Síria, unindo assim as duas poções de território onde sua etnia hoje vive espalhada. Ocorre que, para alcançar este intento, devem atravessar o território hoje ocupado pelo EI e que está caindo nas mãos da Turquia, e o objetivo turco é justamente ‘levantar um muro’ entre os dois cantões curdos, evitando sua união e consequente formação de Estado.

 “A chegada da Turquia no conflito marca o início de uma corrida onde o vencedor será aquele que primeiro conseguir romper a resistência do Estado Islâmico no norte do país.”, explicou o jornalista Iván, que acrescenta a este caldeirão em ebulição os interesses do próprio EI.

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Território reivindicado pelos curdos. (Foto: reprodução / anovademocracia)

Segundo o jornalista, o propósito do EI não é, como muitos pensam, o domínio do planeta, mas a aceleração do fim do mundo, o Apocalipse, pois eles acreditam que seus partidários herdarão o planeta. É aí onde entra a tal profecia que os deixa tão felizes e parece estar se cumprindo agora.

A Antiga Profecia

Segundo textos sagrados islâmicos, o fim do mundo será precedido da ‘Batalha Final’ entre as forças de Roma e do ‘califado’. Para o EI está claro que eles são o ‘califado’, mas há discrepâncias sobre quais seriam as ‘forças de Roma’: alguns maometanos acreditam que Roma é o Ocidente cristão, outros apontam a Turquia como a sucessora de Bizâncio (o Imperador romano no Oriente). O lugar da batalha está definido com precisão na profecia: a cidade de Dabiq, no norte da Síria, situada justamente entre os dois enclaves curdos.

A invasão turca na Síria pôs o exército ‘herdeiro de Bizâncio’ há uma centena de quilômetros de Dabiq e a quantidade de tropas aumenta significativamente a cada dia, o que tem deixado os jihadistas do EI seguros de que a ‘Batalha Final’ ocorrerá em poucas semanas. Há um ano e meio o EI ocupa mais fortemente a cidade de Dabiq, preparando o cenário para a derradeira batalha.

Enquanto os jihadistas saem do caminho para que as tropas turcas cheguem até Dabiq e cumpra-se a profecia, os jihadistas continuam enfrentando os curdos com força total simplesmente porque este povo não os interessa para o cumprimento do predito e, também, porque não querem os curdos em Dabiq.

“O sonho do Apocalipse, que tem nutrido a existência do Estado Islâmico desde sua criação, está a ponto de fazer-se real.”, adverte Iván.

A tentação de Ankara levar suas tropas para Dabiq é quase irresistível, como mariposa encantada pela luz. Primeiro porque uma vitória em Dabiq seria o triunfo militar turco e, segundo, porque acabaria de vez com o sonho curdo de criar seu próprio Estado.

O início de uma batalha em Dabiq seria visto por muitos muçulmanos do mundo como um sinal milagroso que não só confirmaria o caráter sagrado do Estado Islâmico mas também evidenciaria a iminência do fim do mundo. Não se pode prever o que ocorreria na cabeça de centenas de milhões de pessoas diante da possibilidade de fim da história humana.

Gogue e Magogue

Os judeus e cristãos também têm uma profecia que pode perfeitamente se encaixar neste cenário de guerra ao norte de Israel.

Na Bíblia, Livro das Revelações (20:8), somos informados de que, no fim dos mil anos, Satanás será libertado do abismo e “sairá para desencaminhar aquelas nações nos quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, a fim de ajuntá-los para a guerra”. 

Doutor Mark Hitchcock, autor de dezenas de livros, durante a conferência “Compreendendo os Tempos”, em Minnesota, 2012, organizada pelo Ministério Olive Tree, afirmou que as notícias que estampam os jornais de hoje revelam a existência de uma nova aliança de nações que repetem os tempos bíblicos, e seu inimigo comum seria Israel. “É como se as manchetes de hoje fossem escritas há 2.600 anos”, disse Hitchcock.

Hitchcock apontou especificamente para a profecia encontrada em Ezequiel 38, que parece estar próxima de se cumprir: a guerra de Gogue e Magogue, o texto fala sobre uma aliança de nações que guerreiam com Israel.

Ele diz que nações como Rússia, Irã, Líbia e Turquia nunca foram aliadas ao longo da história, mas nos últimos tempos esses países não são apenas destaque nas manchetes, eles parecem estar formando alianças não muito amigáveis contra Israel.

“A partir de 2010, descobriu-se que Israel tinha gás natural e petróleo, algo que, de repente faz a sua terra ser muito atraente”, disse Hitchcock.

Enquanto essa profecia pode ser perturbadora para alguns, Hitchcock tem certeza que ela pode oferecer conforto também. “Deus está sempre no controle”, disse ele.

Bill Koenig, conhecido escritor e jornalista que já trabalhou na Casa Branca, declarou que “Estes não são tempos normais.”, com relação ao grande número de nações envolvidas no conflito sírio e sobre a apatia da ONU.

E lá vai Deus resolver mais esta peleja entre os macaquinhos terrestres…

 

Imagem destacada: Reprodução / Iadrn

Com informações de RT, Gospel Prime e Nóvoye Vremia

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Vlamir Duarte

Vlamir Duarte

Graduando em Rádio & TV, natural de Bananeiras, apaixonado por artes, fotografia e formas de instigar o pensamento. No Portal Livre iniciei minha experiência profissional como redator, tendo depois exercido o cargo de chefe de reportagem e colunista. Escrever sempre foi meu hobby, contestar a melhor maneira de aprender a lutar por uma imprensa livre e isenta.

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