dom. jul 21st, 2019

Bolsonaro ataca China, maior parceiro do Brasil, e bajula Trump

Imagem destacada: Reprodução Internet. Brasil 247.

Jair Bolsonaro demonstrou sua submissão aos interesses dos Estados Unidos e criticou a China, maior parceiro comercial do Brasil, ao discutir com o presidente norte-americano, Donald Trump, os “riscos associados às atividades chinesas no Ocidente”, além de tratarem da possibilidade de sanções contra Venezuela e Cuba; Trump, por sua vez, reafirmou os interesses dos EUA sobre o Brasil; “Você tem ativos que alguns países nem conseguem imaginar”, disse.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, nesta sexta-feira (28), durante reunião de cúpula do G-20, realizada em Osaka, no Japão, que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “é muito querido pelo povo brasileiro” e voltou a reafirmar seu alinhamento com a política externa norte-americana ao discutir os “riscos associados às atividades chinesas no Ocidente”, além de dizer que apoia a sua reeleição. Trump, por sua vez, reafirmou os interesses dos EUA sobre o Brasil. “Você tem ativos que alguns países nem conseguem imaginar. É um tremendo país, com uma população tremenda, então estou entusiasmado para ir [ao Brasil]” afirmou.

De acordo com o porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros, os dois presidentes também discutiram a crise política e econômica na Venezuela. Em nota a Casa Branca confirmou as conversações ao afirmar que Trump e Bolsonaro discutiram a crise no país sul-americano “num momento em que venezuelanos reclamam por democracia e liberdade” e que podem adotar sanções contra o país e seus aliados, como Cuba, visto por eles como uma “ameaça comunista”.

EUA e Brasil estão entre os países que reconhecem a legitimidade do oposicionista Juan Guaidó como líder da Venezuela e apoiam a derrubada do presidente Nicolás Maduro.

Em relação à China, um dos principais parceiros comerciais do Brasil, Bolsonaro demonstrou apoio à declaração de Trump que afirmou esperar que a reunião bilateral que terá com o presidente Xi Jinping, agendada para este sábado (29), “seja no mínimo produtiva”.

O presidente brasileiro vem criticando e questionando a China desde a sua eleição, seguindo o exemplo dos EUA que está em guerra comercial com o país asiático. Bolsonaror também se encontrará com Xi Jinping no sábado.

Cada vez mais isolado pela comunidade internacional e alinhado aos interesses da política externa norte-americana, Bolsonaro tem conseguido poucos resultados práticos para o Brasil na reunião do G-20.

A análise é que ele tem conseguido protagonizar um dos maiores vexames diplomáticos do país nos últimos tempos (leia no Brasil 247).

 

Fonte: BRASIL 247

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