CNJ vai julgar amanhã ação contra Moro por grampo de conversa entre Lula e Dilma

Juiz da Lava Jato em Curitiba é acusado por deputados do PT e do PCdoB de ter violado norma constitucional ao liberar, em 2016, a gravação que ficou marcada pela menção ao mensageiro “Bessias” e pela frase “Tchau, querida”.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) agendou para esta terça-feira (24) o julgamento de uma das ações contra o juiz federal Sérgio Moro por ter autorizado e divulgado, em 2016, o grampo de conversa telefônica entre a então presidente, Dilma Rousseff, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Essa representação foi levada ao CNJ pelos deputados Paulo Pimenta (PT-RS), Wadih Damous (PT-RJ), Afonso Florence (PT-BA), Henrique Fontana (PT-RS), Paulo Teixeira (PT-RS), Pepe Vargas (PT-RS) e Jandira Feghali (PCdoB-RJ). Os parlamentares pedem punição ao juiz de Curitiba, sob a argumentação de que  Sérgio Moro violou a norma constitucional ao autorizar interceptação telefônica contra a presidente da República – atribuição que é exclusiva do Supremo Tribunal Federal (STF).

As conversas gravadas com a autorização de Moro ocorreram em março de 2016, em meio ao entrave judicial acerca da nomeação de Lula para a Casa Civil do governo Dilma. Nos diálogos, a petista informa seu antecessor que o mensageiro “Bessias” iria levar a ele o termo de posse, documento referente à sua nomeação para o posto de ministro. A conversa foi interpretada à época como uma indicação de que Lula na Casa Civil seria apenas uma manobra para dar ao petista a prerrogativa do foro privilegiado e, deste modo, evitar sua prisão.

Um dos diálogos ficou marcado pela frase “Tchau, querida”, dita por Lula a Dilma. A frase acabou sendo adotada como uma bravata dos grupos que apoiavam o impeachment da petista, que viria a se concretizar poucos meses após a divulgação dos áudios.

O juiz Sérgio Moro assegurou ao autorizar as gravações que “somente o terminal utilizado pelo ex-presidente [Lula] foi interceptado e jamais os das autoridades com foro privilegiado”.

 

Imagem destacada: Reprodução / Internet

Fonte: iG

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Gilson Alves

Gilson Alves

Radialista DRT: 1.743 - PB e Jornalista DRT: 3.183 - PB. Diretor Geral do Jornal A Página.

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