qua. nov 14th, 2018

Conselho de Segurança da ONU rejeita condenação por ataques na Síria

A pedido da Rússia, reunião foi marcada para avaliar resolução que deveria evitar EUA, França e Reino Unido de atacar regime sírio no futuro; entenda.

O pedido de condenação dos ataques à Síria , elaborado pelo governo russo, foi rejeitado neste sábado (14) pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas. A minuta da resolução proposta pela Rússia afirmava que os ataques dos Estados Unidos e seus aliados violavam o direito internacional e a Carta das Nações Unidas.

Na solicitação russa rejeitada pela ONU , as três nações que comandaram os ataques à Síria, EUA, França e Reino Unido, deveriam ser impedidas de usarem, no futuro, a força contra o regime de Bashar al-Assad.

No entanto, a maioria do Conselho não concordou com a proposta. Apenas a Rússia, China e Bolívia votaram a favor do projeto da resolução. Outros oitos países foram contra a proposta, enquanto quatro nações se abstiveram do voto.

Os ataques dos EUA e seus aliados foram organizados e realizados como retaliação a um suposto uso de armas químicas na Síria que teria sido comandado pelo ditador sírio Bashar al-Assad.

Por isso, segundo o Departamento de Defesa dos Estados Unidos, para justificar os bombardeios, os alvos dos mísseis foram apenas locais relacionados à produção desse tipo de armamento.

Até o momento, o Exército sírio informou que a ação deixou três civis depois de alguns mísseis que estavam indo em direção a uma posição militar serem interceptados. Porém, o Pentágono afirma que não houve vítimas e que foram lançados foram lançados 105 mísseis contra três alvos.

“Guerra Fria voltou”

Nesta semana, o Conselho de Segurança da ONU havia se reunido em quatro ocasiões diferentes justamente para discutir o caso da Síria, mas nenhum acordo foi feito. Nos debates, ficaram evidenciadas as divisões entre EUA e Rússia em relação à Síria, a ponto de o secretário-geral da organização, António Guterres, dizer que “a Guerra Fria voltou”.

Durante reunião de urgência do Conselho de Segurança, Guterres fez um apelo para que se evite que a situação na Síria fique “fora de controle” e que termine por piorar “o sofrimento do povo sírio”.

“Peço a todos os Estados-membros para que mostrem moderação nestas perigosas circunstâncias”, afirmou Guterres.

O secretário-geral pediu a todas as partes que respeitem a Carta das Nações Unidas e o direito internacional, em geral, e acrescentou que é responsabilidade do Conselho de Segurança manter a paz e a segurança.

Guterres pediu que se evitem “atos que possam gerar uma escalada” das tensões na região, onde há diversos países envolvidos em um conflito que começou em 2011 e já deixou centenas de milhares de mortos.

Armas químicas

No comunicado, o secretário-geral da ONU também ressalta que repudia o uso de armas químicas, falando que o sofrimento que provoca “é horrível”. “Eu expressei repetidamente minha profunda decepção pelo fato de que o Conselho de Segurança tenha fracassado para criar um mecanismo efetivo que estabeleça responsabilidades pelo uso de armas químicas na Síria”, afirmou. “Peço ao Conselho de Segurança que assuma suas responsabilidades e preencha essa lacuna”, completou Guterres.

O regime sírio insiste em dizer que não foi feito nenhum uso de armas químicas, que são proibidas por convenções da ONU. A Rússia, aliada da Síria na guerra, afirma que há provas de que as imagens do suposto ataque químico em Duma são uma encenação .

Otan

Os representantes da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte, aliança militar ocidental) também afirmaram que estariam planejando um encontro extraordinário para conversar com oficiais dos Estados Unidos e França, países aliados que decidiram atacar a Síria na noite de sexta-feira (13).

De acordo com o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, se mostrou a favor da ação coordenada com alvo nas instalações sírias de armas químicas. Para ele, os ataques vão corroer a capacidade de novas ações com armas químicas contra a população síria.

 

Imagem destacada: Reprodução internet.

Reprodução/ONU

 

 

Fonte: IG.

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