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Fim do futebol no rádio? Kajuru se revolta, marca audiência com Bolsonaro e detona Andrés: ‘É um lixo não-reciclável’

“Este é um assunto no qual faço questão de entrar… E entrar na ferida dele, até o fim!”. Foi desta forma que o senador Jorge Kajuru (CIDADANIA-GO) iniciou uma franca e contundente entrevista exclusiva ao Grupo Jovem. Em uma conversa de quase 20 minutos com Wanderley Nogueira e Flavio Prado, o jornalista e hoje político abriu o coração e prometeu lutar até o fim contra uma possível mudança que, se aprovada, significará o fim do rádio esportivo como conhecemos hoje no Brasil.

A polêmica modificação já está em discussão e ganhou visibilidade com uma recente entrevista de Andrés Sanchez. O presidente do Corinthians questionou o atual número de veículos de comunicação presentes na cobertura de jogos de futebol e fortaleceu um projeto que já existia dentro da Confederação Brasileira de Futebol (CBF): o de passar a cobrar também das emissoras de rádio direitos de transmissão de competições nacionais.

“Eu estou falando pela minha cabeça e por mim: no ano que vem, só vai transmitir quem pagar, e está absolutamente certo. Tem que ser como na Copa do Mundo. Eu estou acelerando para que isso seja implementado já no ano que vem, e posso dizer que o movimento se acelerou após a entrevista do Andrés. Ele que está puxando, mas já existem outros presidentes que são favoráveis”, afirmou Francisco Novelletto, vice-presidente da CBF, em entrevista ao site GaúchaZH.

Jorge Kajuru, no entanto, prometeu agir contra esse movimento. E já até marcou uma audiência com o presidente Jair Bolsonaro. “O tema é ridículo. Já não é a primeira vez que este assunto ganha mídia, e eu não consigo entender”, afirmou, em entrevista exclusiva à Jovem Pan. “Eu comecei a procurar os meus colegas senadores desde segunda-feira e já obtive 43 assinaturas. Tenho certeza de que conseguirei mais. Com essas assinaturas, formatei um requerimento para entregar ao presidente da República, com quem já marquei uma audiência, para que ele entre neste assunto. Também enviei um requerimento a Paulo Tonet, presidente da ABERT (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV) e vice-presidente da Rede Globo, mostrando a importância do rádio, o que o rádio é para o futebol”.

“O rádio começou com o futebol quando? Quando o futebol começou! A importância do rádio é insofismável e, cada vez mais, a profissão de jornalista no rádio, do radialista, está vivendo momentos difíceis. Não tem cabimento esse vice-presidente da CBF, que está morrendo de medo da CPI do Esporte e toda hora manda recados para mim, dizendo que ‘essa CBF é diferente da outra’, dizer que é igual Copa do Mundo… Que comparação chumbrega! Querer comparar venda de direitos de transmissão de um evento que ocorre a cada quatro anos no mundo, que movimenta bilhões de dólares, com Campeonato Brasileiro… Querer cobrar Séries A, B, C e D do Campeonato Brasileiro e Estaduais com o intuito exclusivo de enriquecer ainda mais as federações em sua maioria corruptas, essas que recebem mensalinho? São elas que estão forçando a CBF para que o rádio pague direitos de transmissão”, disparou.

“Pelo que apurei, não tenho a menor dúvida: foram as federações que se juntaram e foram fazer esse pedido para o presidente da CBF. O vice-presidente concordou na hora, e foram especialmente as federações de fora do eixo Rio-São Paulo. As federações de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pará… Essas vieram inclusive a Brasília e, quando souberam do meu requerimento, tentaram convencer senadores para que eles não assinassem”, revelou.

A alegação da CBF é de que os clubes precisam de dinheiro. E, por isso, alguns dirigentes têm se unido para fazer o projeto caminhar. Kajuru, no entanto, fez questão de nomear e detonar aquele que, nas suas palavras, comanda o movimento.

“Que dirigente de futebol do País seria exemplar para sair propagando tal assunto? Exatamente este… Para mim, desculpe a expressão, um lixo não-reciclável, esse tal de Andrés Sanchez”, afirmou. “Vou continuar aqui no Senado Federal, vou procurar deputados na Câmara, e nós tomaremos providências para que este mal não aconteça, porque será o fim de um veículo de comunicação que tanto propaga e ajuda o futebol. Não é o futebol que enriquece uma rede de rádio. Esse é um argumento ridículo, que só poderia vir da cabeça de quem aciona a boca e não liga o cérebro, até porque eu tenho dúvidas se ele tem cérebro… O certo, para mim, seria o futebol pagar o rádio, e não o oposto. Basta ver o número de horas diárias dedicadas pelo rádio ao futebol!”, finalizou.

 

Fonte: Jovem Pan > Esportes > Futebol >

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Gilson Alves
Gilson Alves
Radialista DRT: 1.743 - PB e Jornalista DRT: 3.183 - PB. Diretor Geral do Jornal A Página.

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