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Nova fase da Lava Jato apura corrupção nas obras da sede da Petrobras na Bahia

Foi decretada a prisão de 22 pessoas: 14 de prisão temporária e 8 de prisão preventiva; também há mandados de busca em São Paulo, no Rio e em Minas.

Agentes da Polícia Federal (PF) cumprem, na manhã desta sexta-feira (23), 22 mandados de prisão expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba e decorrentes da 56ª fase da Operação Lava Jato. Dos mandados, oito eram de prisão preventiva e 14 de prisão temporária. Também foram cumpridos diversos mandados de busca e apreensão.

O objetivo da força-tarefa da Operação Lava Jato do Ministério Público Federal no Paraná (MPF/PR) e da PF, com essa nova fase, é aprofundar as investigações sobre a prática de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e organização criminosa em um esquema relativo à construção da sede da Petrobras em Salvador, denominada Torre Pituba.

Ao todo, são 68 mandados de busca e apreensão, que estão sendo cumpridos em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e na Bahia. De acordo com o MPF, o esquema de contratações fraudulentas e pagamentos de vantagens indevidas se estendeu de 2009 a 2016.

Segundo uma nota divulgada pela PF, os alvos das medidas desta sexta-feira são os executivos das empresas que se envolveram na construção do empreendimento da Petrobras , além de intermediadores, agentes públicos da estatal e então dirigentes do fundo de pensão Petros, beneficiários das vantagens indevidas.

De acordo com a Globo News, uma das pessoas presas é Marice Correa, cunhada do ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores ( PT ) João Vaccari Neto. Ela teria sido presa temporariamente em São Paulo. Outros alvos da operação são Mario Cesar Suarez, da OAS, que foi preso preventivamente em Salvador; e Wagner Pinheiro Oliveira, ex-presidente da Petros e Correios, que foi alvo de busca e apreensão no Rio de Janeiro.

Segundo as investigações, neste esquema de corrupção , a Petrobras e a Petros formaram grupos de trabalho nos quais seus integrantes – em conluio com outros dirigentes da estatal e do fundo de pensão – trabalhavam em troca de vantagens indevidas, inclusive para o PT.

Tais grupos passaram a fraudar os procedimentos seletivos para a contratação da empresa gerenciadora da obra (Mendes Pinto Engenharia), da responsável pelo projeto executivo (Chibasa Projetos de Engenharia) e das empreiteiras que ficaram responsáveis pela obra – OAS e Odebrecht, que participaram por meio da Edificações Itaigara. Enquanto a primeira detinha 50,1%, a segunda tinha 49,9% de participação no empreendimento.

Os envolvidos nesta fase da Operação Lava Jato podem ter, somadas, penas de até 50 anos de prisão, além de multa. Tal fase da operação foi batizada de “Sem Fundos”, por referência à perda do Fundo de Pensão da Petrobras e ao fato dos crimes parecerem revelar um “saco sem fundos”.

 

Imagem destacada: Reprodução internet.

 

Fonte: ÚLTIMO SEGUNDO / IG.

 

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Gilson Alves
Gilson Alves
Radialista DRT: 1.743 - PB e Jornalista DRT: 3.183 - PB. Diretor Geral do Jornal A Página.

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