O Islã chegou a João Pessoa

O Islã chegou a João Pessoa
Fachada do Centro Islâmico da capital paraibana. (Foto: Vlamir Duarte)

A primeira Mesquita e Centro Islâmico de João Pessoa já estão em funcionamento na Av. Santa Catarina, 191, bairro dos estados.

A chegada dos maometanos à Paraíba, estabelecendo seu primeiro local oficial de estudos do Corão, dá-se num momento em que o Brasil acolhe refugiados de guerra que saem da Síria e outros países do Oriente Médio. Contudo, a maioria dos islâmicos na capital paraibana são de brasileiros convertidos, pessoas que adotaram a fé islâmica. Isto não é o bastante para aplacar o preconceito e a associação com terroristas, um estereótipo construído ao longo de décadas pela mídia ocidental.

Mulheres muçulmanas reunidas para oração no Centro Islâmico de João Pessoa. (Foto: Felipe Ramos / G1 Paraíba)

Um dos líderes do Centro Islâmico de João Pessoa é João de Deus Cabral, ex-pastor evangélico e atualmente responsável pela orientação espiritual de cerca de 40 muçulmanos.

A presença feminina na Mesquita é forte e relevante, mas do lado de fora, na vida cotidiana, elas relatam experiências de preconceito como dificuldade em arranjar emprego que aceite o uso do véu. Também há relatos de rejeição social, quando pessoas evitam o contato quando descobrem a fé que elas professam, e os eternos casos de bullying: cantar músicas árabes na frente delas, chama-las de ‘mulher-bomba’ e por aí vai.

A confusão entre Islã e terrorismo não vai se resolver da noite para o dia, mas o fato de a Paraíba já ter sua primeira Mesquita é um esboço de que o discurso paz surte efeito, sim.

Tolerância religiosa dá a impressão que estamos sendo obrigados a suportar algo desagradável. É preferível que se diga que o encontro inter-religioso, a cooperação entre as religiões esteja encontrando na nossa cidade o espaço de convivência pacífica, característica da nossa terra.

É o respeito que deve prevalecer. Sempre.

Vlamir Duarte

Graduando em Rádio & TV, natural de Bananeiras, apaixonado por artes, fotografia e formas de instigar o pensamento. No Portal Livre iniciei minha experiência profissional como redator, tendo depois exercido o cargo de chefe de reportagem e colunista. Escrever sempre foi meu hobby, contestar a melhor maneira de aprender a lutar por uma imprensa livre e isenta.

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