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Por que perfumes de celebridades encalham ?

Fragrâncias assinadas por celebridades mundiais como Beyoncé, Bruce Willis e Rihanna são as principais estrelas de uma queda vertiginosa nas vendas de perfumes.

Desde 2012, o segmento, acostumado a lucros astronômicos ao associar carinhas famosas a cheirinhos bons, amarga um perturbador encolhimento: apenas 4% das vendas de perfumes nos Estados Unidos se deve aos superstars.

Os dados deste encolhimento foram fornecidos pela agência Euromonitor, responsável por analisar hábitos de consumo de produtos industrializados no mundo e grandes marcas de produtos de beleza, como a Elizabeth Arden (RDEN) não demoraram em culpar as celebridades pelo fracasso de vendas.

A RDEN atualmente trabalha com as fragrâncias de Justin Bieber e Taylor Swift.

Os executivos da gigante Coty, uma das casas de cosméticos mais conhecidas no planeta, também culpam as celebridades pelos meses consecutivos de baixas vendas de seus produtos, mas, na realidade, a culpa pode estar nas próprias empresas que causaram a saturação do mercado com tantos perfumes associados ao nome de gente famosa.

Exemplo disto é Jennifer Lopez que desde 2002, quando inaugurou a linha ‘fulgor’, já lançou 24 perfumes diferentes. Rihanna tem nada menos que 7 fragrâncias com o seu nome.

“Para um volume tão grande de produtos e negócios é esperado que a clientela não tenha lealdade.”, explicou Maria Bendeth, proprietária da consultoria Sixth Scents.

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A cantora Rihanna possui sete perfumes com seu nome e nenhum salva a indústria de cosméticos. (Foto: Reprodução / CNN Money)

Pelo que se percebe, a fidelização do consumidor está cada vez mais difícil hoje em dia e parte desta culpa não reside apenas no consumismo desenfreado, mas na própria indústria de cosméticos que passou a desrespeitar o estado da arte com que tratava seus perfumes, tratando-os como mercadorias tão passageiras e efêmeras quanto os artistas que emprestam seus nomes às fragrâncias.

As celebridades, por outro lado, já não são tão influentes quanto eram porque sabe-se que a velocidade da produção na cultura de massas tende a substituí-los com a mesma rapidez com que os projeta. Some-se a isto tudo, os Youtubers e webcelebridades que confirmam a rota alternativa à fama além da TV e da música, fazendo o show business se curvar a novos padrões.

Licenciar produtos com nome de artista também não garante à indústria o controle sobre a carreira destes, muitas vezes envolvidos em escândalos. É um risco que tem tirado o sono de executivos.

Ou seja: quando algo não cheira bem no mundo dos cosméticos, já apodreceu no reino dos famosos.

 

Imagem destacada: Reprodução

Com informações de CNN Money

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Vlamir Duarte
Vlamir Duarte
Graduando em Rádio & TV, natural de Bananeiras, apaixonado por artes, fotografia e formas de instigar o pensamento. No Portal Livre iniciei minha experiência profissional como redator, tendo depois exercido o cargo de chefe de reportagem e colunista. Escrever sempre foi meu hobby, contestar a melhor maneira de aprender a lutar por uma imprensa livre e isenta.

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